5 A Branca de Neve era um tanto bonita

Rafael Sperling

Era uma vez uma rainha muito poderosa que vivia em um reino encantado. Muitas pessoas a consideravam a mais bela do reino. Além disso, ela era uma escrota-filha-da-puta-psicopata.

— Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela, mais cheirosa, mais lisinha do que eu? — disse ao espelho a temível rainha, apalpando suas partes.

— Vós, adorável rainha, sois a mais tesuda deste reino, comeria você com a força de um cavalo, caso fosse humano – respondeu o espelho.

 

Assim que sua filha nasceu, a rainha ficou encantada. Era a mais bela criança que havia visto em sua vida.

— Uau, que linda! Quando crescer, será a mais bela. Depois de mim, obviamente.

 

Os anos se passaram e Branca de Neve foi crescendo e crescendo, cresceram os peitos, as coxas, a bunda. Aos dezessete anos, sua beleza era tamanha que superava a da rainha.

— Espelho, espelho meu, quem é a mulher mais bela deste reino, mais coxas grossas, mais cu gostoso e boceta sedosa?

— Branca de neve – respondeu o espelho.

— Como assim?! Mas ela é quase uma criança.

— Pra você ver. Mesmo não sendo pedófilo, não dá pra deixar de dar uma olhadinha praquelas coxas.

 

A rainha ficou extremamente irritada, tão irritada, mas tão irritada que arrancou a cabeça de todas as bonecas de Branca de Neve. E rasgou todas as suas roupas e quebrou seus potes de maquiagem. E colocou fogo em seu quarto. E chamou um caçador pra matá-la. Ordenou que o caçador a levasse para a floresta e a matasse, trazendo como prova suas tetinhas.

 

O caçador levou Branca de Neve para a floresta. Quando tirou sua faca para matá-la, ela implorou e implorou, dizendo que chuparia o seu pênis caso a deixasse escapar. O caçador concordou, embora pretendesse matá-la de qualquer forma. Quando o pau do caçador adentrou a boca de Branca de Neve, ela mordeu com tanta força, mas tanta força, que seu pênis foi arrancado em apenas uma dentada. Nhac. Após o caçador sangrar até morrer, Branca de Neve pegou a faca e cuidadosamente cortou fora toda a pele de seu rosto, de forma que, após o sangue secar, ela poderia usá-la como uma máscara para se disfarçar. Ela vestiu a máscara e as roupas do caçador, e logo antes de sair da floresta, cortou fora suas tetas (ele era meio gordo). Chegando ao castelo, entregou as tetas à rainha, que não percebeu serem as erradas, uma vez que estavam completamente ensangüentadas (assim como todo o rosto e as roupas que Branca de Neve vestia). Antes que a rainha notasse algo, ela fugiu para a floresta, com medo de ser morta.

 

Branca de Neve andou e andou sem rumo pela floresta. Quando estava prestes a desistir, deparou-se com uma pequena e bela cabana. Nela, moravam sete anões, que no momento não estavam. Entrou, tomou banho e se livrou da máscara de pele ensangüentada. Depois de comer toda a comida dos anões e beber todo o vinho, acabou desmaiando no chão.

 

À noite, os anões chegaram e se assustaram com aquela menina. Ela era o ser humano mais belo que já haviam visto em suas vidas. “Que cabelos!”, disse o primeiro, “Que olhos!”, disse o segundo, “Que boca!”, disse o terceiro, “Que pernas!”, disse o quarto, “Que cinturinha!”, disse o quinto, “Que rabo!”, disse o sexto, “Que tetas!”, disse o último. Eles ficaram tão excitados, mas tão excitados, que, quando se deram conta, estavam se masturbando em volta do corpo desacordado de Branca de Neve. Em segundos, uma chuva de porra encharcou seu frágil corpo e a fez quase se afogar. Acordou tomando um susto.

 

Branca de Neve pediu desculpas por invadir a casa deles e explicou como foi parar ali. Os anões ficaram com pena e disseram que ela poderia ficar, com a condição de fazer a comida deles, lavar suas roupas, lavar, cerzir, varrer, espanar e servir de objeto masturbatório. Por ser muito bonita, não conseguiriam transar com ela, pois ficariam muito nervosos e brochariam. Além disso, disseram que passavam o dia trabalhando na mina, e que por tanto ela ficaria sozinha e não poderia deixar ninguém entrar. Branca de Neve concordou.

 

 

Enquanto isso, no castelo:

— Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela, mais tetas duras do que eu?

— Branca de neve, obviamente – respondeu o espelho.

A rainha se assusta com resposta do espelho. Logo em seguida, um empregado seu entra trazendo a notícia de que o caçador fora achado morto, com a pele do rosto arrancada, as tetas cortadas fora e sem a glande do pênis, que parecia ter sido comida por um animal. A rainha logo percebeu que havia sido enganada por Branca de Neve e que ela mesma precisaria matá-la.

— Então essa vagabunda gosta de pica. Ela vai ver.

Em seguida, foi até seu aposento secreto e preparou uma lingüiça envenenada. Apenas uma mordidinha e a vítima estaria morta.

 

A rainha se fantasiou de homem e foi até a casa dos anões. Batendo na porta, disse “Abram, abram, sou um viajante fatigado”. Branca de Neve disse que não poderia abrir a porta, por ordem dos anões. “Não se preocupe, sou inofensivo, e além do mais, posso lhe oferecer algo muito interessante”. Branca de Neve espiou pelo buraco da porta e viu que ele possuía um grande volume em suas calças. Ela não resistiu e abriu a porta. “Gata, que linda você é, hein. Nossa, tou ficando com meu pau muito duro mesmo, sente aqui”, e a rainha mostra a lingüiça que colocou dentro da calça, fazendo volume. Branca de Neve fica excitada e, assim que a lingüiça envenenada é colocada pra fora, começa a chupar. Para provocá-la, a rainha força a lingüiça em sua garganta. Branca de Neve se irrita e dá uma dentada na lingüiça, arrancando um pedaço, e logo cai morta no chão. A rainha a larga ali e volta para o castelo.

 

À noite, os anões encontraram Branca de Neve morta e ficaram muito tristes. Ela era tão linda que não tiveram coragem de enterrá-la. Seu corpo, curiosamente, não estava apodrecendo, ela permanecia quente e sua pele corada. Passaram 35 dias chorando sua morte e, após esse tempo, voltaram a utilizá-la como objeto masturbatório. Como dava muito trabalho limpá-la, resolveram colocá-la em um caixão transparente, de vidro, de forma que conseguissem usá-la sem a envolver em camadas de espermatozóides. Era só passar um paninho no vidro e estava tudo pronto para a próxima vez, bem mais prático.

 

Um belo dia, um príncipe que passava pela região pediu abrigo na casa dos anões. Qual não foi a sua surpresa ao se deparar com a mais bela mulher que já havia visto! O príncipe ficou encantado e disse que não poderia seguir vivendo sem a presença de Branca de Neve em sua vida. Ele pede para comprar Branca de Neve, pois tem fantasias necrófilas. Os anões se negam. O príncipe então promete fornecer material pornográfico para sempre aos anões, caso concordem em deixá-lo levar Branca de Neve para o seu castelo. Ele promete cuidar muito bem dela, como se fosse uma esposa. Assim, os anões se emocionam e concordam.

O príncipe fez com que o caixão fosse levado para seu quarto e passava os dias a admirá-la. Embora fosse necrófilo assumido, não tinha coragem de violá-la, tão grande o encanto de apenas olhar. Para que ela sempre ficasse ao seu lado, designou funcionários que a carregavam para onde quer que ele fosse. Com o passar do tempo, notou que todas as pessoas ficavam fascinadas com aquela bela mulher morta que sempre o acompanhava. O príncipe concluiu que era de grande egoísmo manter tamanha beleza apenas para a sua punheta. Num gesto de grande bondade, decidiu colocá-la em uma praça em frente ao castelo, de forma que toda a corte pudesse admirá-la.

 

A masturbação pública se tornou atividade freqüente ali, e independente da hora do dia, havia sempre alguém a ejacular no caixão de vidro de Branca de Neve. As únicas pessoas que não gostavam nada disso eram os funcionários, que não só precisavam levá-la a todos os compromissos oficiais do príncipe e depois trazerem de volta à praça, mas também tinham de ficar o tempo todo ao seu lado, tomando conta para que nenhum tarado abrisse o caixão transparente.

 

Numa madrugada, quando não havia ninguém por perto, os funcionários resolveram abrir o caixão de vidro (o que era expressamente proibido) e violar os buracos de Branca de Neve. Um deles enfiou o pênis em sua boca. Ele enfiou no fundo da garganta e ficou remexendo. Isso fez com que o pedaço de lingüiça envenenada saísse do lugar e fosse vomitada, fazendo Branca de Neve voltar a viver.

 

O príncipe acordou com o grito de susto de seus funcionários e foi até a janela de seu quarto, que permitia ver Branca de Neve quando precisasse. Qual não foi sua surpresa ao ver Branca de Neve viva! Saiu correndo e a tomou em seus braços. Ele pensou em de repente matá-la outra vez, ali mesmo, já que ela ficava mais bonita morta e parada, mas não sabia se agora ela iria apodrecer de vez. Portanto, resolveu pedi-la em casamento.

 

Dias depois, o príncipe e Branca de Neve caminhavam em direção ao altar. No momento em que a aliança estava para ser colocada no dedo de Branca de Neve, a rainha, que estava escondida, apareceu e deu uma voadora na cara do príncipe, que caiu no chão, com a boca sangrando. Enquanto ele tentava se levantar, ela chutou seu rosto mais uma vez, fazendo seus dentes da frente caíssem, e esmagou suas bolas com o sapato. Pisou com tanta força que rasgou a calça e expôs as bolas feridas. Ela então chutou as bolas feridas, fazendo com que o saco escrotal rasgasse e uma das bolas voasse em direção à garganta de Branca de Neve, que, sem conseguir respirar, começa a ficar azul e desmaia.

— Branca de Neve é a mais feia, e eu sou a mais bonita! — grita a rainha enfurecida.

Todos vaiam e tacam coisas nela. A rainha diz que se tacarem mais alguma coisa, mandará executar a todos que estão ali. Assim sendo, todos se calam.

— Agora, ordeno que todos se masturbem olhando para mim. Quem não ejacular será executado!

As pessoas se assustam, mas seguem suas ordens. Começam a masturbação coletiva. A rainha se coloca de joelhos, com a boca aberta, gritando “Isso, isso! Gozem em mim! Aqui, na minha boca, nas minhas tetas, nas minhas coxas, em mim, a mais bela mulher deste reino!”. E, nesse momento, logo após ela proferir estas palavras, o príncipe, que estava tentando reanimar Branca de Neve, dá um soco em suas costas, fazendo-a cuspir fora em alta velocidade o testículo que a engasgava, fazendo-o cair dentro da boca da rainha, obstruindo sua respiração. A rainha agoniza em desespero, mas ninguém a ajuda, e logo cai morta. Branca de Neve e o príncipe avançam no corpo morto da rainha e começam a espancá-lo, com raiva, assim como os outros presentes, até que dele nada sobre além um amontoado de carne, ossos e miolos.

 

Branca de Neve e o príncipe viveram felizes para sempre (apesar de o príncipe ter perdido um testículo e isso tê-lo deixado muito chateado).

License

A Branca de Neve era um tanto bonita Copyright © by Rafael Sperling. All Rights Reserved.

Feedback/Errata

1 Response to A Branca de Neve era um tanto bonita

  1. André Tartarini on 6 de November de 2013 at 16:20 says:

    1 – o título do conto é “A Branca de Neve era um tanto bonita”.

    2 – no trecho localizado logo no começo:
    “Os anos se passaram e Branca de Neve foi crescendo e crescendo, cresceram os peitos, as coxas, a bunda. Aos sete anos, sua beleza era tamanha que superava a da rainha.”, trocar “sete anos” por “dezessete anos”.

    3 – logo adiante, no trecho:
    “— Branca de neve – respondeu o espelho.

    — Como assim?! Mas ela é apenas uma criança.” , trocar “apenas” por “quase”

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *